Economia brasileira 2023 na reta final.
O IBC-Br fez uma prévia sobre o PIB brasileiro e considerou um pequeno encolhimento de 0,6% em média, acreditando em um PIB de 2,5% para 2023.
Economistas mais conservadores acreditam em um PIB de 2%, o que seria uma decepção para o Governo Federal que esperava um PIB acima de 3% para 2023.
Isso tudo se dá devido ao crédito alto, baixo consumo, queda no setor de serviços, inadimplência e claro, as dúvidas sobre as políticas fiscais fizeram com que a economia interna não tivesse um bom ano.
Além disso, na última quarta(22/11/2023), o Ministério da Fazenda informou que o rombo das contas públicas é de 177 bilhões e não de 141 bilhões, que já era uma quantia elevada.
Nesse cenário, dificilmente o Governo federal conseguirá alcançar a meta de zerar o déficit primário, o que aumentará a desconfiança dos investidores.
Outros desafios.
Na última quinta-feira(23/11/2023) foi vetada a desoneração da folha de pagamentos, e agora a medida é válida até 31 de Dezembro deste ano.
Isso foi o suficiente para gerar uma chuva de críticas por parte de entidades patronais e centrais sindicais que não aceitam o fim da desoneração da folha de pagamento.
Adotada desde 2011, a desoneração da folha de pagamentos é um benefício fiscal que substitui a contribuição previdenciária patronal de 20%, incidente sobre a folha de salários, por alíquotas de 1% a 4,5% sobre a receita bruta.
São 17 setores econômicos que serão afetados com o fim da desoneração da folha de pagamento, e segundo empresários dos setores afetados, isso iniciará uma série de demissões durante os próximos anos.
A esperança dos empresários dos setores é que a desoneração da folha de pagamentos seja barrada no congresso nacional.
Conclusão.
O buraco das contas públicas está maior do que imaginamos, e agora o Governo Federal irá fazer de tudo para arrecadar receita através de novas taxas e impostos.
